Thursday, 5 December 2013

Esquisitóide

Quando estiveste cá há um bocado
Não te consegui olhar de frente
Pareces um anjo
A tua pele faz-me chorar

Flutuas como uma pena
Num mundo lindo
Gostava de ser especial
Tu és especial comó caraças

Mas eu sou um totó, sou um esquisitóide
Que raio faço eu aqui?
Eu não pertenço aqui

Não quero saber se dói
Quero ter controlo
Quero um corpo perfeito
Quero uma alma perfeita

Eu quero que repares
Quando não estou por perto
Tu és especial comó caraças
Eu queria ser especial

Radiohead - Creep
(Tradução liberal)

Thursday, 21 November 2013

Raspas de Cobre



Há muito, muito tempo atrás, uma pequena empresa tinha um TELEX, um elemento esforçado da grande engrenagem da empresa, que representava na altura o pináculo da tecnologia e permitia um contacto quase instantâneo com os ricos clientes e simpáticos fornecedores.

Os anos passaram e o TELEX foi considerado obsoleto: era a época do Telefax ou telecópia (ou apenas fax), essa maravilha dos anos 80 que permitia enviar instantaneamente pedidos e informações em folhas A4 que eram recriadas por escribas electrónicos directamente no escritório dos ricos clientes e simpáticos fornecedores.

E como o mundo não pára, eis que chegam os loucos anos 90 e com eles o acesso à Internet, essa estranha rede de computadores à qual se acedia por modems capazes de velocidades minúsculas para os tempos actuais mas, mesmo assim importantes para o negócio da empresa.

A ligação Internet tem muitas coisas curiosas e uma delas é a forma como se comunica com todo esse mundo de computadores: Foi apenas uma evolução natural que fez com que o modem de 14.4 Kbps fosse substituído por uma linha RDIS com 64 Kbps e alguns anos mais tarde chegamos à gloriosa época do ADSL.

Por alturas do ano 2000, após percebermos que o mundo não tinha acabado conforme anunciado, dedicamo-nos a problemas mais mundanos: reclamar com a PT da qualidade das linhas, porque ouvíamos mal os ricos clientes e simpáticos fornecedores. E o nosso fornecedores de telecomunicações informou-nos logo "Fiquem descansados que por serem clientes empresariais, muito importantes para a PT Negócios, iremos dar uma solução imediata a este problema!"

Mas... a solução tardava em aparecer. À chegada de cada Inverno surgiam os problemas de ligação, os ruídos de crepitar, as chamadas caídas, o acesso ADSL que deixava de funcionar.

Pois, o problema é que o cabo anterior que já vinha dos tempos do TELEX, essa colecção de remendos de cobre e caixas de rua semi-destruídas que nos ligava à central da PT já acusava alguns problemas mesmo nos tempos do saudoso TELEX e só por uma sucessão de infelizes acontecimentos conseguiu sobreviver até 2004. Por uma também infeliz coincidência, era precisamente essa colecção de remendos que mantinha todas as comunicações da empresa, tão importantes para trocar informações com os ricos clientes e simpáticos fornecedores.

Mas tudo iria mudar em 2004: Finalmente teríamos um cabo com 10 pares (dez!) que vinha directamente do interior da central até às instalações do cliente e iria assegurar as ligações em grande velocidade e conforto.

De promessa em promessa, assistimos à chegada do cabo (dourado), esse sebastião que nos ligaria directamente à central da PT em substituição do cabo anterior que iria gozar uma merecida reforma no paraíso dos cabos de cobre do século passado.

(As "raspas de cobre" e o ponto de chegada do "cabo dourado")

Faltava apenas o "baldeamento", expressão técnica que se usa para o processo de desligar um par de fios num quadro de ligações e ligá-lo um pouco mais ao lado. Um acto singelo que não demoraria mais do que 3, talvez 5 minutos. Mas...

O ano de 2004 passou e chegou 2005 (e depois os seus irmãos). O baldeamento não ocorria. Continuaram guardadas as garrafas de champanhe que seriam usadas para celebrar a entrada nessa grande época comunicações estáveis. E todos os invernos, sem falta, os telefones falhavam, as chamadas caiam e os routers ADSL redobravam esforços para manter as comunicações a fluir.

2006 foi o ano da proposta da OPTIMUS. E o novo operador promete-nos o almejado baldeamento dos serviços. Agora sim, seriamos libertados da idade das trevas e tudo funcionaria.

Mas... afinal as coisas não correm tão bem como os delegados comerciais da OPTIMUS prometem. O baldeamento não ocorre, os problemas técnicos sucedem-se e juntam-se-lhe alguns problemas comerciais habituais em qualquer relação com a OPTIMUS.

7 anos depois, estamos em 2013. Terminamos os contractos com a OPTIMUS e mudamos todas as comunicações para a VODAFONE. Os serviços, esses continuavam a existir nas mesmas raspas de cobre que a PT insistia em usar para nos ligar à sua central.

E o inverno chegou. E com ele as falhas habituais nas ligações e o drama de ligar para o operador a reclamar de uma linha insiste em não funcionar.

A VODAFONE atende prontamente e diz "Fiquem descansados, isso é um problema da PT, mas iremos colocar aí amanhã um Kit de Intervenção para que possam continuar a trabalhar." Soube então que o Kit de Intervenção era um telemóvel que fingia ser uma linha da PT. Os nossos serviços funcionavam sem grandes problemas e a VODAFONE ia fazendo testes e insistindo que o problema seria do lado da PT enquanto a PT insistia que era do lado da VODAFONE.

A teima acaba no dia da "intervenção conjunta" quando chega uma equipa da VODAFONE e outra da PT e determina-se o que já estava mais que determinado, que  o cabo (ou o "remendo de raspas de cobre") estaria partido a 350 metros do escritório.

A PT iria agora remendar mais uma vez.

Mas... eis que o técnico da VODAFONE, com indicações expressas de não aceitar essa resposta, dá a instrução para que a PT usasse o outro cabo, o tal de 2004 que estava desemparado e sozinho, sem uso nos últimos 8 anos (sem uso, se excluirmos um circuito ADSL de 16 Mbits que foi lá instalado há uns meses e que obviamente não acusava nenhum destes problemas.)

"Baldeie-se, então!" é a ordem que se repete ao telemóvel para o colega que está na central da PT.
Eis que após 8 minutos (E 8 ANOS!) todas as comunicações voltam a funcionar e a empresa é transportada para o Século XXI.

Este momento quase que me fez vir as lágrimas aos olhos.

Esta história diz muito sobre a PT, sobre a OPTIMUS e sobre a VODAFONE.

Friday, 25 October 2013

Logótipo "Herdade do Crespo"

Estava a terminar o ano de 2002 quando toca o telefone e pedem-me "que arranje um logótipo para a Herdade do Crespo". Tarefa simples, não fosse eu programador :)
A empresa gere um monte algures no "Alentejo profundo" e a inspiração para o logótipo partiu das cores da terra e símbolos tradicionais das actividades agrícolas. Depois de alguns esboços, eis o resultado final:


Ah... e escreve-se mesmo "Logótipo", embora "Logotipo" também seja aceite:
http://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas/Duvida-Linguistica.aspx?DID=854


Saturday, 5 October 2013

Don't buy the JVC KD-X250-BT Radio.

A couple of months ago I bought a JVC KD-X250-BT. This turned out to be a very disappointing buy.
Although it connects with 2 phones at the same time, switching between them is a nightmare: you have to enter the menu, disconnect one and reconnect the second one. Only then you can start playing the songs from the right phone.

Entering the menu means pressing MENU for 3 seconds. And them carefully using a lousy volume knob (that always overshoots) to navigate the menus. And then you cannot turn the volume up or down before pressing RETURN for... 3 seconds. While driving.

Takes 20 seconds(!) to connect to the phone (Android or iPhone) and every time it connects to the phone it STOPS the music (it's called a Music Player, I call it a Music Stopper). Turn the engine off and on again just makes you repeat all over again: wait 20 seconds, press MENU (for play), enjoy your music. Argh...

Bluetooth is poorly implemented: pairing is cryptic to say the least, disconnects randomly and has a 3 second (!) lag on every function. Press PLAY... wait 3 seconds. Press NEXT... wait 3 seconds... Press RANDOM... wait 3 seconds...

It's a very poorly designed thing. Even JVC has better units than this one.

I've posted this review on Amazon:
http://www.amazon.com/review/RYR6CHSUHYZVY

Monday, 30 September 2013

ELEIÇÕES 2013 - Sobre a "vitória" do PCP em Loures

Muito se vai escrever ainda sobre as eleições autárquicas de 30 de Setembro. Quero deixar aqui a conclusão a que cheguei sobre Loures e os comunistas nos últimos 40 anos e os poucos anos de governação camarária PS.


Lembro-me de ser um jovem e ouvir o Krus Abecassis, na altura Presidente da Câmara de Lisboa a afirmar publicamente "enquanto Loures for comunista nunca terá Metropolitano". O porquê desta afirmação será analisado mais tarde mas ficou-me na altura a referência de Loures como um bastião comunista a norte de Lisboa.


Uma década mais tarde morei em Loures e percebi o significado da governação comunista: respirava-se um clima permanente de comício, tinham um enorme Pavilhão da Paz e Amizade (porque a cultura é importante para o povo) e ao mesmo tempo o maior número de barracas e construções ilegais. Notava-se claramente uma cultura de arrebanhar pobrezinhos para usar como arma de arremesso político. E a classe mais baixa votava em peso no Partido Comunista. Vitória atrás de vitória.


Chegamos a 1998 e ocorre a recuperação urbana do Parque das Nações que, à semelhança do que aconteceu meio século antes no Restelo, deixa de ser um esgoto urbano para ser tornar uma zona apetecível para viver. Isto vem desequilibrar fortemente a distribuição de classes sociais em Loures. Ironicamente, uma das zonas mais caras de Lisboa, metade do Parque das Nações, pertencia ao concelho de Loures e isso sentiu logo nas primeiras eleições. Vitória histórica do PS durante 12 anos. Perfeitamente normal. Ou alguém achava que a classe média/alta iria votar PCP? 


E eis que chegámos a 2013: o Parque das Nações, depois de uma década a reclamar por viver dividido entre dois concelhos consegue, com a reforma das freguesias, a desanexação de Loures. O resultado eleitoral vem dar a vitória à lista independente, ficando o PS em segundo lugar na nova freguesia.



(Alambique - WikiMedia)

Agora digam lá... depois de se retirar os votantes não-comunistas do Parque das Nações e de "destilar" o comunismo no Concelho de Loures, quem é que se surpreende com o aumento de mais de 25% nas votações do PCP para Loures?


A piada da democracia é que, excluindo algumas ocorrências bizarras, dá as pessoas aquilo que elas querem, por muito idiota que isso possa ser. E Loures quer mesmo ser comunista. E será comunista durante mais umas décadas valentes com os resultados esperados. Por muito idiota que isso possa ser. 




Sunday, 8 September 2013

Adicionar coordenadas aos contactos no iPhone

(Este post foi construído com base em informação que encontrei em iOS Developer Library e no blog de Brag Diggs)


Experimente o leitor fazer este exercício simples. Imagine que tem um amigo que mora num local sem endereço de porta. Não precisa de ser algo no meio do mato, basta que seja um ponto numa rua/estrada sem número de polícia. Neste exemplo usarei uma casa próximo da Estrada Nacional 10, uma via que começa após o Parque das Nações, passa por Samora Correia e Setúbal antes de terminar em Cacilhas. São 144Km de estrada e é fácil de compreender que a indicação habitual "N10, 2600 Vila Franca de Xira" é inútil porque aponta para um local a 20 quilómetros do pretendido.

1) Abra o Mapas no iPhone, escolha um ponto. 
2) Mantenha o dedo no mapa até aparecer um alfinete.
3) Clique na seta que aparece e escolha "Contactos"
4) Pode agora adicionar o local a um contacto.

E tudo corre bem se a morada for algo semelhante a "Rua do Sol ao Rato, 42, Lisboa". No entanto, no caso da morada que adicionar ser algo do semelhante a "2135 Samora Correia" todo este trabalho é perfeitamente inútil e quando dali por uma semana tentar voltar ao local irá perceber que essa indicação leva-o a um ponto a 15 quilómetros de Samora Correia.

O problema é o iOS não aceitar coordenadas nas moradas e optar sempre pela morada mais próxima com resultados desastrosos na maior parte dos casos.

Então, como proceder para adicionar um local com as coordenadas 38.9035 , -8.8437 a um contacto?

Simples, coloquem no campo "Web" do contacto o seguinte texto maps:ll=q?=38.9035,-8.8437

Este texto que o iPhone interpreta como Latitude/Longitude de um ponto é um link para um URL, uma forma elaborada de dizer que podem guardar qualquer local desde que escrevam no campo "Web" do contacto maps:ll=q?= seguido das coordenadas (latitude e longitude) separadas por uma vírgula.




Existem outras variantes que podem ser usadas para forçar a escolha da aplicação de GPS pretendida.


Apple Maps:maps:ll=&q=38.9035,-8.8437 

Google Maps:comgooglemaps://?daddr=38.9035,-8.8437&directionsmode=driving


TomTom:tomtomhome:geo:action=navigateto
&lat=38.9035&long=-8.8437&name=Casa

Uma MessageBox, 20 anos depois.



Código necessário para mostrar uma MessageBox num iPhone:


UIAlertView *alert = [[UIAlertView alloc] initWithTitle:@"Titulo"
                             message:@"Objective C"
                             delegate:nil
                             cancelButtonTitle:@"Cancelar"
                             otherButtonTitles:nil];

[alert show];


Código necessário para mostrar uma MessageBox num computador em 1993:

Msgbox “Visual Basic 3”, vbOK, “Titulo”


Passámos de 20 para 133 caracteres para fazer algo simples. 
Aliás, gosto especialmente desta parte:

UIAlertView *alert = [[UIAlertView alloc] (...)

... onde dizemos que pretendemos criar um objecto do tipo UIAlertView reservando espaço para um objecto do tipo… UIAlertView. A sério Varatojo?!

Monday, 2 September 2013

O Índio Chupista

O Twitter tem destas coisas. Em jeito de resposta a um outro tweet em nada relacionado com isto, eis que me lembro da velha anedota do índio chupista, que aqui transcrevo na versão personalizada que surgiu no momento:



"Cuidado com o Índio Chupista, ele crava bebidas a todos!" avisava a tabuleta que o @pedroaniceto via à entrada da cidade.
Ao chegar perto do bar,  @pedroaniceto vê um índio sentado à porta e pensa para consigo "a mim não me cravas tu!"
Quando @pedroaniceto já está quase a passar pelo índio, eis que ele lhe pergunta: "... Tu é que és o Thomas?"
"Thomas? Que Thomas?" pergunta @pedroaniceto, confuso.
"PODE SER UMA CERVEJA!" responde o Índio Chupista :D

Wednesday, 28 August 2013

Morra o Java, morra! Pim!



Perdi estas 3 horas a tentar que o Safari conseguisse ler um Cartão de Cidadão para me registar no www.portalviva.pt

Bela trampa, OSX incluído; 5 restarts (6, se contarem o momento que a Appstore achou oportuno actualizar algo), clicar em dmgs, setups, next, next, next, ligar milhares de excepções, instalar plugins, abrir e fechar browsers, tirar e colocar cartões, indicar explicitamente que posso correr todos os jars e mais alguns e no final...

No final ainda tinha que martelar um Codebase attribute no interior de um jar porque aquela porra funcionava bem era em Java 6. Estamos no Java 7. BASTA!

Resumindo:
OSX sucks
Gemalto CardReader sucks a bit more
Safari stinks
Java sucks BIG TIME.

E por tudo isso e por nunca ter conseguido que algo em Java funcionasse sem birras destas, peço a devida licença ao Almada Negreiros e digo*:

"Basta pum basta!!!

Uma geração que consente deixar instalar o Java é uma geração que nunca o foi. É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!

Abaixo a geração!

Morra o Java, morra! Pim!

Uma geração com Java a cavalo é um burro impotente!

Uma geração com Java ao leme é uma canoa em seco!

O Java é um cigano!

O Java é meio cigano!

O Java terá gramática, terá sintaxe, terá runtimes, saberá tirar tostas mistas, saberá tudo menos correr que é a única coisa que ele faz!

O Java cheira mal da boca!

Morra o Java, morra! Pim!"

* adaptado do original.

Friday, 21 June 2013

Kickstarter: "Errámos"

(TRADUÇÃO de Kickstarter: "We were wrong")

Este post é apenas uma tradução de um texto que está perfeito em muitos níveis e por isso mesmo não deve estar disponível apenas para quem domina o inglês. Julgo que todos nós podemos aprender algo nestas palavras. O post original está aqui.






Errámos

Caros todos,


Na manhã de quarta-feira foi-nos enviado um blog post a informar sobre material perturbador encontrado no Reddit. O material ofensivo era parte de um rascunho para um "manual de sedução" que alguém estaria a preparar a publicação usando o Kickstarter.

Os posts ofenderam muitas pessoas - nós incluídos - e muitas delas pediram-nos que cancelássemos o projecto do autor. Não o fizémos.

Errámos.

Porque razão não cancelámos o projecto logo que nos foi chamada a atenção para esse material? Duas coisas influenciaram a nossa decisão: 

  • A decisão tinha de ser tomada imediatamente. Tivemos apenas duas horas desde que soubemos dos factos até que o prazo do projecto terminasse. Nunca tentámos remover um projecto tão depressa.  
  • Os nossos processos, e a nossa forma de viver no dia-a-dia, pendem fortemente para os criadores. É algo que está profundamente enraizado na nossa forma de ser. É um dever que temos para com a nossa comunidade - e com os criadores em particular - abordar essas investigações de forma metódica pois não existe margem para erro ao cancelar um projecto. Este raciocínio fez com que prestássemos demasiada atenção às arvores, sem ver a floresta.

Estes factores não desculpam a nossa decisão mas esperamos que esclareçam a forma como a tomámos.

Permitam que sejamos muito claros nisto: Conteúdos que promovam ou glorifiquem a violência contra as mulheres ou qualquer outro grupo foram sempre proibidos no Kickstarter. Se uma página de um projecto contém material ofensivo ou abusivo nós não a aprovamos. Se tivéssemos visto este material quando o projecto foi submetido no Kickstarter (não vimos), o projecto nunca teria sido aprovado. O Kickstarter está empenhado em manter uma cultura de respeito.

Em que ponto é que isto nos deixa?

Primeiro, não é possivel retirar dinheiro do projecto ou cancelar o financiamento depois do acto consumado. Quando o projecto foi financiado, o dinheiro dos apoiantes passou directamente dos apoiantes para o criador. Perdemos a nossa oportunidade.

Segundo, a página do projecto foi removida do Kickstarter. Este projecto não tem cabimento no nosso site. Por uma questão de transparência existe aqui uma cópia para arquivo.

Terceiro, iremos desde já proibir “guias de sedução" ou similares. Esse tipo de material encoraja comportamentos machistas e não vai ao encontro da nossa missão de financiar trabalhos creativos. Esse tipo de coisas simplesmente não tem lugar no Kickstarter.

Quarto, o Kickstarter irá doar 25 mil dólares a uma organização contra a violência sexual chamada RAINN. Trata-se de uma organização excelente que combate exactamente o tipo de problemas que a nossa inacção poderá ter encorajado.

Levamos o nosso papel de agentes do Kickstarter muito a sério. O Kickstarter é um dos lugares na net mais simpáticos e que mais apoia (a comunidade) e estamos empenhados em mantê-lo assim. Pedimos desculpa por ter falhado tão miseravelmente neste caso.

Obrigado,

Kickstarter


Monday, 10 June 2013

Assassino nas estradas: seguro contra todos os riscos.

"esta geração foi habituada a que a única consequência do acidente é uma Declaração Amigável de Acidente e nem isso sabe preencher."


Tenho para mim que desde que se adoptou o hábito dos seguros contra danos próprios (vulgo contra todos os riscos) que os acidentes de automóveis se tornaram mais vulgares e com piores consequências.

A vida insegura:

Portugal, anos 70.

Sem um seguro automóvel, era habitual conduzir-se com o receio de ter um acidente e "desgraçar a vida"; afinal estávamos a conduzir um carro que não estava pago e todo esse processo envolvia dívidas a familiares e letras que seriam reformadas. Um acidente de automóvel significava a perda irreversível de um transporte e um mergulho numa situação financeira muito desconfortável, tivesse o condutor culpa no acidente ou não.

Os primeiros seguros:

A meio dos anos 80 torna-se obrigatório o seguro automóvel.

Quem sofre um acidente sem o ter causado tem assim uma protecção legal que lhe garante que quem causou o acidente irá conseguir indemnizá-lo dos danos: vais a conduzir e levas com um tipo de frente perdido de bêbado e caso não morras o seguro dele paga o arranjo do teu carro.

Menos mal.

Entra o assassino:

Depois vieram os anos 90 e apareceu essa coisa mágica chamada "Seguro Contra Todos os Riscos" agarrado ao conceito de leasing / ALD / renting / empréstimo bancário e ao adquirir um carro a crédito torna-se obrigatório fazer um seguro que cubra a possibilidade de o próprio condutor espatifar a sua viatura. Acaba por fazer sentido: as companhias de crédito querem um mecanismo que proteja o capital que foi emprestado.

Parece tudo bem, parece uma boa ideia. Não é.

Nos 20 anos que se seguem, toda uma nova geração de condutores habitua-se ao conceito de que pode partir o carro todo contra um muro sem desgraçar a vida. O seguro "dá" um carro novo, sem consequências morais e económicas: "para o ano que vem o seguro fica mais caro" dizem e continuam a conduzir da mesma forma que fizeram até ao acidente. E até ao próximo acidente. Vítimas a lamentar? Isso não interessa nada, o seguro paga tudo.

Isto está errado a vários níveis: Existia algo de pedagógico por detrás das lágrimas de um condutor que acabou de ter um acidente. Havia uma memória que perdurava nos meses em que se pagava as prestações do arranjo do carro e isso estaria presente no próximo momento de acelerar para aquela curva que não se conhecia.

No entanto, esta geração foi habituada a que a consequência do acidente é uma Declaração Amigável de Acidente e nem isso sabe preencher.

Tenho para mim que 5-10% dos condutores conduzem bêbados e que 80% dos condutores não sente que um acidente seja algo verdadeiramente grave porque foram criados num ambiente onde sempre existiu o seguro contra todos os riscos.

Tenho para mim que o Seguro Contra Todos os Riscos mata mais nas estradas portuguesas que o álcool.

ADENDA: Não estou a falar do fenómeno de introduzir o ABS em que se reduz os acidentes nos primeiros 3 meses e depois volta tudo aos valores anteriores devido à sensação de segurança acrescida; O que estou a tentar sublinhar é a diferença de mentalidade dos meus pais como condutores para a minha geração como condutores:

Era MESMO muito mau ter um acidente nos anos 70. Era um evento que tinha um impacto brutal na economia familiar por muito pequeno que fosse o toque.

Essa consequência estava mais ou menos presente na cabeça de cada condutor. Os pais pensavam nisso antes de emprestar o carro aos filhos. Era a primeira coisa em que se pensava quando se saía do carro para ver o estrago: "Caramba, desgracei a minha vida."

... It's all about the money.

Sim, o artigo é sobre o factor que se usou para delegar/esquecer responsabilidades. O título é isco. Flame bait, probably... "Insurance doesn't kill people. People kill people."

Sunday, 9 June 2013

Android: a sua quota de mercado e as mentiras que se dizem.

Quem me conhece sabe que nao sou um fanboy da Apple. se falo mal do Android é porque tive um, usei vários e fartei-me de resolver problema de outros.
No marketing do Android OS apregoa-se aos quatro ventos que já conquistou 55% do mercado(!)
Reparem que quando se diz que o OS Android tem 55% de quota de mercado comparado com o iOS, estamos a considerar todos os telefones e similares que correm algo que nominalmente seria AndroidOS. Eis alguns exemplos:

O Nexus 4 (que é aceitável)

Os SonyEricsson que não prestam nem como dildo

Os meus Huawei X3 que se safam apenas por terem custado somente 49€,

O Samsung Galaxy S2 do meu cunhado que não sabia o que era DHCP(!)

Qualquer Optimus (com nome de cidade) com 16KB de memória RAM

O Samsung Galaxy Mini que só deixa instalar 4(!) aplicações

... E os "tablets" vendidos no Continente com ecrãs da Barbie, etc...

Se compararem o iOS com os 3 aparelhos que até funcionam bem porque correm uma versão do Android com menos de 1 ano, ficam com uma relação de 45% de mercado com iOS para apenas 5% de AndroidOS, nada a ver com os 55% apregoados.

E porque razão é que isso me incomoda?
... Porque depois vejo paletes de pessoas a comprar Sexus1, Plexus2 e Lixus3, telefones que não deveriam existir mas que se vendem à conta da campanha do Nexus4 ser bom.
</rant>

PS: E na realidade, não me aborrece que alguém compre um Android a achar que é um iPhone;
Fica com o Android para castigo :P

Wednesday, 3 April 2013

Dói-me a cabeça.


Dói-me a cabeça uma vez por outra.


Vou ao armário dos medicamentos, escolho um Aspegic e tomo-o com um copo de água.

A dor de cabeça passa. Alguns dias depois volta.


Vou ao armário dos medicamentos, escolho um Ben-u-ron e tomo-o com um copo de água.

A dor de cabeça passa. Alguns dias depois volta.


Vou ao armário dos medicamentos, escolho um genérico e tomo-o com um copo de água.

A dor de cabeça passa. Alguns dias depois voltará.


Quando voltar vou experimentar beber apenas o copo de água.

Pode ser que a dor de cabeça passe. Pode até acontecer que não volte.


... Tenho para mim que estar desidratado deve dar dor de cabeça.

Wednesday, 5 December 2012

Teclado USB no iPad

Tal como a maioria dos tablets, o iPad tem um teclado virtual em substituição do teclado físico. Aliás, para a grande maioria dos utilizadores a diferença entre um tablet e um pequeno portátil é exactamente a troca do teclado por um ecrã táctil que permite uma forma completamente diferente de mobilidade mas um teclado físico acaba por aumentar a produtividade em alguns casos.


A solução da Apple passa pela aquisição de um belo teclado bluetooth por pouco mais de 71€
Em alternativa (ou em complemento) existe outra solução que também dá bons resultados: a aquisição do Camera Connection Kit por 29€, composto de 2 úteis peças: um leitor de cartões SD e um adaptador USB para a ligação a uma máquina fotográfica. Mas...
Como bónus acresce que este segundo adaptador pode ser usado para ligar um qualquer teclado USB que esteja a sobrar por casa e utilizá-lo como teclado externo para o iPad.
Obviamente que alguns teclados podem não funcionar e no meu caso é a tecla de Delete que, conforme a aplicação usada, tanto apaga para a direita como apaga para a esquerda. Mas este pequeno adaptador tornou-se já um fiel companheiro de viagens: é mais prático do que transportar um teclado e suporta a utilização de acentos, teclas de cursor e controle de volume.

... E a mensagem a dizer "Este acessório USB não é suportado"?
Bem, eu leio-a sempre como "o seu teclado está ligado, pode começar a trabalhar :^)


Referências:

Camera Connection Kit
http://store.apple.com/pt/product/MC531ZM/A/kit-de-ligação-de-câmara-para-ipad-apple?fnode=3a

Teclado Bluetooth Apple
http://store.apple.com/pt/product/MC184PO/B/apple-teclado-sem-fios?fnode=3e

Sunday, 2 December 2012

"A sério, Varatojo?!"

O português não pode ser uma segunda língua nos tempos que correm. Por isso mesmo é que tem todo o sentido que se adaptem na totalidade as expressões estrangeiras que se infiltram no nosso dia a dia. Nesta primeira rodada, temos o prazer de converter a expressão:


"No shit, Sherlock?!"


Esta expressão, dita normalmente com o sobrolho levantado, pretende rematar uma conversa em que alguém refere um facto óbvio como "ah, está a nevar lá fora... deve estar frio" algo que só pode ser respondido com um sonoro "No shit, Sherlock?!" No entanto, estas verdades de La Palice devem ser sublinhadas por uma expressão portuguesa e não por uma importação anglo-saxónica, pelo que sugiro, aliás, declaro que o nosso Artur Varatojo, o jornalista-detective dos anos 80 está claramente ao nível do britânico Sherlock Holmes.

Artur Varatojo,  ABC do Crime (Video): https://www.youtube.com/watch?v=rBQqeUtLWJ0

Assim sendo quando alguém disser algo como "estar vivo é o contrário de estar morto" o correcto é responder com um patriótico "A sério, Varatojo?!"

Se todos nós fizermos a nossa parte, teremos um país mais culto :)



Leia aqui a entrada na Wikipédia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/A_sério,_Varatojo?

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jacques_de_la_Palice

http://www.urbandictionary.com/define.php?term=no%20shit%20sherlock

Exemplos de utilização no twitter: 

Wednesday, 10 October 2012

A long time ago...

No Condado Portucalense:


(Kronk a beber jeropiga)


Há muito, muito tempo atrás, um homem das cavernas acorda no meio de um vale que alguém viria a chamar Guimarães dali por 5 milhões de anos.


Este nosso homem das cavernas, chamemos-lhe Kronk, olha em redor, contempla uma floresta onde reinava a paz, e diz para consigo:

"Caramba, que belo pedaço de mundo este!"


Passeia por ali um pouco, caça, come e deita-se ao fim do dia a pensar numa morena jeitosa.



Entretanto, na Suécia:


(Sven a preparar uma roda para um Volvo)


Há muito, muito tempo atrás, um homem das cavernas acorda no meio de um vale que alguém dali por 5 milhões de anos e sem nexo aparente, viria a chamar Smårlsgenfich, talvez por ser o nome de uma simpática aldeia na Suécia.


Este nosso homem das cavernas, chamemos-lhe Sven, olha em redor, contempla uma floresta onde reinava a paz, que por estar coberta de neve tinha naquela altura um ar inacreditavelmente natalício e diz para consigo:

"Caramba, que belo pedaço de mundo este!  Agora deixa-me cá construir um abrigo senão amanhã acordo morto."


Sabem, eu tenho esta teoria: muito do que nós somos foi condicionado pelo clima da região onde passámos os últimos 5 milhões de anos. Não foi o período dos Descobrimentos que nos moldou nem tão pouco o nosso último ditador.


Foi o clima que não nos moldou.

Saturday, 28 April 2012

15 de Maio - Marcha dos Atropelados

Dia 15 de Maio 2012, terça-feira.

(era 8...)


Foi o dia que escolhi para organizar uma manifestação pela abertura de uma porta no muro com 1 quilómetro que separa a estação dos 11.000 habitantes que ela deveria servir.


Preciso que apareçam e digam que não estão satisfeitos com as condições actuais.

Venham protestar connosco:


Teremos ligaduras, sangue (falso) e t-shirts com marcas de pneus a atravessar o peito. Vamos perguntar à REFER se é mesmo preciso uma rua cheia de peões atropelados para finalmente fazerem algo simples:


ABRAM UMA PORTA!


... Porque já nem Berlim tem um muro com um quilómetro.






(Actualização: foto de uma centena de cidadãos a reclamar por melhores condições)

Tuesday, 19 April 2011

A definição de Geek no Wikipedia está errada.

Estive a reler os perfis do Codebits, o maior ajuntamento de geeks da história de Portugal.

 

Quem lê as biografias percebe que todos eles se preocupam com o sentido de humor dos textos que escrevem. Muitos deles nunca viram um jogo de tabuleiro pela frente. Alguns deles não percebem de electrónica.

Muitos não perderam horas a jogar. Alguns não sabem programar / não programam. Muitos são feios. Outros tantos são bonitos. Existem mulheres. Mais do que se pensa.

 

E todos estiveram lá porque queriam mesmo estar lá. Alguns deles assumem-se como geeks. Outros, apenas são eles próprios. Seja isso o que for.

 

O que define um Geek? Sei lá eu.

Mas não são portugueses normais. E por isso para mim têm um valor extra. Just because. And that's that.

Thursday, 13 January 2011

Movimento Entrada Norte



O acesso do lado norte à estação de comboios Lisboa – Santa Apolónia é inaceitável por obrigar 2000 utentes a percorrer todos os dias 150 metros em péssimas condições de segurança na Rua dos Caminhos de Ferro.


E assim nasceu o Movimento "Entrada Norte", um movimento de cidadãos para convencer a REFER a fazer o que está certo: melhorar a acessibilidade de uma estação de comboios que está voltada de costa para a população que a deveria servir.


Faz-me alguma confusão que no centro de Lisboa, 11.000 pessoas vivam com um muro de quase 1 km a cortar o acesso à estação e ninguém na REFER ache que algo está errado. Isto não foi sempre assim: Até Setembro de 2009 esteve aberto um acesso "Reservado a Funcionários" mas que a REFER fazia vista grossa e deixava o público passar. E era assim que se vivia e que se usufruia da estação: por especial favor os utentes podiam entrar pela porta dos fundos, como se visitas indesejadas se tratassem.


Para alertar para esta situação organizei este Movimento que conta com um site, uma página no Facebook e conta no Twitter. Apareçam por lá, existe até uma petição para ser assinada, porque das palavras aos actos vai um pulo, que não custa nada mas significa muito para nós.


Lembrem-se que os utentes são a razão de ser da estação.




SITE: http://st-apolonia.org/site/


FACEBOOK: http://pt-pt.facebook.com/entradanorte


PETIÇÃO: http://www.peticaopublica.com/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=P2010N3714

Sunday, 19 September 2010

Codebits 2010 - Eu vou.




O que é o Codebits? Imaginem 600 geeks (a maior parte ligados às artes da programação) num espaço confinado com um suprimento ilimitado de pizzas e bebidas açucaradas.

Na agenda: quizzes, programação durantes 24 horas, projectos, karaoke, workshops e Bhut Jolokia.

Durante 3 dias.
São 1001000 horas de pura loucura (em base 2).

Friday, 16 July 2010

Toda a verdade sobre "O Pátio das Cantigas"

Estreou em 1942 e tornou-se o principal clássico do cinema português, com expressões que perduram para sempre na nossa memória como "Ó Evaristo, tens cá disto?" e "Dona Rosa, chegou a sua filha!"


Onde fica o Pátio das Cantigas?




Não é de espantar que vários cantos e freguesias de Lisboa sejam apontados como o verdadeiro local das filmagens do Pátio das Cantigas: Os mais óbvio são em Alfama, mas outros juram que foi num recanto da Estrela, em Campo de Ourique, no Campo Santana (talvez por causa do Vasco Santana) ou no Bairro Alto. O pátio que no filme chamava-se "Pátio do Evaristo" poderia bem ser no Príncipe Real, depois do Arco do Evaristo que existe mesmo e começa na Rua D. Pedro V. Pessoalmente apadrinho a escolha de uma "Villa" operária na Graça com as suas casas viradas para um pátio central. Das sete vilas operárias lá existentes gosto bastante de duas ou três.

... Mas não foi em nenhum desses locais :(


A planta do pátio com o local de cada residente


Depois de estudado o caso, apresento aqui a derradeira verdade sobre "O Pátio da Cantigas":

O filme foi integralmente rodado num cenário construído nos estúdios da TOBIS, no Lumiar.

Assim o diz o Instituto Camões, a Wikipedia, a TOBIS e as provas fotográficas:

"Várias zonas da capital reivindicaram o lendário Pátio; ora, não passava dum cenário de Roberto Araújo - síntese arquitectónica de Lisboa, e espaço funcional construído nos terrenos da TOBIS, a partir do qual se desmultiplica a acção, paralela ou envolvente." (http://cvc.instituto-camoes.pt)

Roberto Araújo é creditado como o criador dos cenários no final d' "O Pátio das Cantigas" (Wikipedia / Roberto Araújo Pereira).


O cenário em construção (origem: TOBIS Portuguesa)

Ah... e se ligarem para a TOBIS Portuguesa eles confirmam isso ;)

Além disso existe um ou outro ângulo que só poderia ser filmado removendo as escadas que estão de frente para o arco, algo habitual nos cenários mas impraticável num pátio verdadeiro:


As escadas junto à fonte.
A filmagem do arco, com a fonte do lado direito.
Para filmar isto é necessário retirar as escadas para colocar as câmaras de filmar.


É claro que o meu lado romântico prefere acreditar que toda a acção foi filmada num local mágico em Lisboa que conseguirei encontrar um dia. Estou errado, mas prefiro assim.

Se vieram até aqui, pelo menos aproveitem e façam um passeio virtual pelo "Pátio das Cantigas"




ATUALIZAÇÃO - Em 2015 foi lançada uma nova versão deste filme com o César Mourão, Sara Matos, Rui Unas e Miguel Guilherme como protagonistas desta história reescrita de acordo com a realidade do Séc. XXI. Podem saber mais informações clicando aqui (IMDB - Pátio das Cantigas 2015)

Wednesday, 14 July 2010

Remote Wipe e Profiles WiFi no iPhone (e APN, VPN, CalDAV e etc...)

Quem sempre sonhou com uma ferramenta centralizada de gestão remota do iPhone, anime-se: já existe. Aliás sempre existiu, desde o lançamento do iPhone original. 


Chama-se iPhone Configuration Utility e permite criar uma panóplia de configurações para depois serem distribuídas por e-mail ou por acesso web aos iPhones clientes onde serão instaladas com a opção de protecção por palavra-passe. E assim é possível personalizar um parque de iPhones com os parâmetros pretendidos no que diz respeito às redes WiFi que podem aceder, às aplicações que podem instalar/desinstalar, qual o serviço de directório (LDAP) a utilizar e configurar APNs (para a velha guerra internet.vodafone.pt / net2.vodafone.pt).


Aqueles de nós que têm um Exchange Server conseguem alguns benefícios extra como o "Remote Wipe" que permite apagar os dados num iPhone roubado.


Um exemplo: Criamos um pacote com as informações pretendidas, 


... depois gravamos um ficheiro "mobileconfig" e enviamos por e-mail...




... instalamos no iPhone...


... et voilá!





Aplicação Windows em http://support.apple.com/kb/DL926
... e é claro que existe uma versão para Mac OS em http://support.apple.com/kb/DL851
Manual disponível aqui: Enterprise Deployment Guide (PDF)




Field Test Mode iPhone

Mais uma grande "conquista" do iOS4:
Marcando *3001#12345#* no iPhone acedíamos ao field test mode, que permitia obter algumas informações (de utilidade duvidosa) sobre a rede celular: o ID da célula actual, a potência de sinal na recepção e emissão, a distância às outras torres, etc... mas só para quem não fizer o upgrade para o iOS4.

A Apple achou que seria necessário proteger os utilizadores dos efeitos negativos de tais informações e por isso vedou o acesso a esse serviço. O que é pena pois viria lançar alguma luz sobre a questão da recepção no iPhone 4 com e sem dedos nas antenas e sobre os algoritmos para calcular o numero de barras a apresentar.

Friday, 2 April 2010

Webcam a 7777 metros (... quase 8 kms.)

Depois de alguns ajustes, consegui colocar a webcam no telescópio.
Está apontada ao Barreiro e consegue "ver" o edifício mais alto da Rua Professor João Prates.
(Na animação percebe-se melhor a distância envolvida.)



o gato a admirar o resultado final



imagem no telescópio



imagem no Google streetview



a "montagem"



paisagem visível à vista desarmada

Monday, 30 November 2009

T-Shirt Fidel Castro by Basílio Vieira



(Copyright Basilio Vieira / Fidel Castro, Novembro 2009)
Sim, é mesmo uma t-shirt com a assinatura de
Fidel Castro, "el gran comandante"!

Por acaso, gostava de saber durante quanto tempo conseguiria usar esta t-shirt em Havana antes de ser interpelado por um "funcionário de segurança"...


Tuesday, 24 November 2009

Internet a Preto e Branco




Eu sou tão antigo na Informática que ainda me lembro de quando a Internet era a Preto e Branco.



Tuesday, 13 October 2009

Atirei o pau em Grândola



Eis o que acontece se cruzarmos a música infantil "Atirei o Pau ao Gato" com a melodia de "Grândola Vila Morena" de Zeca Afonso, em versão coro alentejano.
Brevemente numa discoteca perto de si.











Atirei o Pau ao Gato by Basílio Vieira.mp3

Sunday, 4 October 2009

2004 - Giant Lollipop

Como fazer um chupa-chupa gigante
(em 3 simples passos)





Passo 1:

Procurar um sinal de trânsito que esteja distraído.
Levar um banco de cozinha, celofane e uma fita verde.


Passo 2:

Decorar com celofane.
É muito mais fácil se não for um dia de muito vento.


Passo 3:

Os remates ficam do lado de trás do sinal.
Enrole a parte de baixo do celofane à volta do sinal e prenda com o laço verde.
Se não tiver 2,50 metros de altura, utilize um banco de cozinha.
Agora é só encontrar o melhor ângulo para fotografar...


Executado em Janeiro de 2004, para o "Digital Photo Challenge".
A inspiração veio da BD do Gaston Lagaffe e a sua luta interminável com o polícia que insistia em apontar para os sinais de trânsito e perguntar "... e isto é o quê?!?! Um chupa-chupa gigante!?!?!"

A votação completa e os comentários dos colegas:
http://www.dpchallenge.com/image.php?IMAGE_ID=55981

Friday, 10 July 2009

Dicionário -> "diagnóstico"

Diagnóstico
(substantivo masculino)

1. Um esquizofrénico que acredita que a questão da existência ou não de um poder superior (Deus) não foi nem nunca será resolvida.