Wednesday, 28 August 2013

Morra o Java, morra! Pim!



Perdi estas 3 horas a tentar que o Safari conseguisse ler um Cartão de Cidadão para me registar no www.portalviva.pt

Bela trampa, OSX incluído; 5 restarts (6, se contarem o momento que a Appstore achou oportuno actualizar algo), clicar em dmgs, setups, next, next, next, ligar milhares de excepções, instalar plugins, abrir e fechar browsers, tirar e colocar cartões, indicar explicitamente que posso correr todos os jars e mais alguns e no final...

No final ainda tinha que martelar um Codebase attribute no interior de um jar porque aquela porra funcionava bem era em Java 6. Estamos no Java 7. BASTA!

Resumindo:
OSX sucks
Gemalto CardReader sucks a bit more
Safari stinks
Java sucks BIG TIME.

E por tudo isso e por nunca ter conseguido que algo em Java funcionasse sem birras destas, peço a devida licença ao Almada Negreiros e digo*:

"Basta pum basta!!!

Uma geração que consente deixar instalar o Java é uma geração que nunca o foi. É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!

Abaixo a geração!

Morra o Java, morra! Pim!

Uma geração com Java a cavalo é um burro impotente!

Uma geração com Java ao leme é uma canoa em seco!

O Java é um cigano!

O Java é meio cigano!

O Java terá gramática, terá sintaxe, terá runtimes, saberá tirar tostas mistas, saberá tudo menos correr que é a única coisa que ele faz!

O Java cheira mal da boca!

Morra o Java, morra! Pim!"

* adaptado do original.

Friday, 21 June 2013

Kickstarter: "Errámos"

(TRADUÇÃO de Kickstarter: "We were wrong")

Este post é apenas uma tradução de um texto que está perfeito em muitos níveis e por isso mesmo não deve estar disponível apenas para quem domina o inglês. Julgo que todos nós podemos aprender algo nestas palavras. O post original está aqui.






Errámos

Caros todos,


Na manhã de quarta-feira foi-nos enviado um blog post a informar sobre material perturbador encontrado no Reddit. O material ofensivo era parte de um rascunho para um "manual de sedução" que alguém estaria a preparar a publicação usando o Kickstarter.

Os posts ofenderam muitas pessoas - nós incluídos - e muitas delas pediram-nos que cancelássemos o projecto do autor. Não o fizémos.

Errámos.

Porque razão não cancelámos o projecto logo que nos foi chamada a atenção para esse material? Duas coisas influenciaram a nossa decisão: 

  • A decisão tinha de ser tomada imediatamente. Tivemos apenas duas horas desde que soubemos dos factos até que o prazo do projecto terminasse. Nunca tentámos remover um projecto tão depressa.  
  • Os nossos processos, e a nossa forma de viver no dia-a-dia, pendem fortemente para os criadores. É algo que está profundamente enraizado na nossa forma de ser. É um dever que temos para com a nossa comunidade - e com os criadores em particular - abordar essas investigações de forma metódica pois não existe margem para erro ao cancelar um projecto. Este raciocínio fez com que prestássemos demasiada atenção às arvores, sem ver a floresta.

Estes factores não desculpam a nossa decisão mas esperamos que esclareçam a forma como a tomámos.

Permitam que sejamos muito claros nisto: Conteúdos que promovam ou glorifiquem a violência contra as mulheres ou qualquer outro grupo foram sempre proibidos no Kickstarter. Se uma página de um projecto contém material ofensivo ou abusivo nós não a aprovamos. Se tivéssemos visto este material quando o projecto foi submetido no Kickstarter (não vimos), o projecto nunca teria sido aprovado. O Kickstarter está empenhado em manter uma cultura de respeito.

Em que ponto é que isto nos deixa?

Primeiro, não é possivel retirar dinheiro do projecto ou cancelar o financiamento depois do acto consumado. Quando o projecto foi financiado, o dinheiro dos apoiantes passou directamente dos apoiantes para o criador. Perdemos a nossa oportunidade.

Segundo, a página do projecto foi removida do Kickstarter. Este projecto não tem cabimento no nosso site. Por uma questão de transparência existe aqui uma cópia para arquivo.

Terceiro, iremos desde já proibir “guias de sedução" ou similares. Esse tipo de material encoraja comportamentos machistas e não vai ao encontro da nossa missão de financiar trabalhos creativos. Esse tipo de coisas simplesmente não tem lugar no Kickstarter.

Quarto, o Kickstarter irá doar 25 mil dólares a uma organização contra a violência sexual chamada RAINN. Trata-se de uma organização excelente que combate exactamente o tipo de problemas que a nossa inacção poderá ter encorajado.

Levamos o nosso papel de agentes do Kickstarter muito a sério. O Kickstarter é um dos lugares na net mais simpáticos e que mais apoia (a comunidade) e estamos empenhados em mantê-lo assim. Pedimos desculpa por ter falhado tão miseravelmente neste caso.

Obrigado,

Kickstarter


Monday, 10 June 2013

Assassino nas estradas: seguro contra todos os riscos.

"esta geração foi habituada a que a única consequência do acidente é uma Declaração Amigável de Acidente e nem isso sabe preencher."


Tenho para mim que desde que se adoptou o hábito dos seguros contra danos próprios (vulgo contra todos os riscos) que os acidentes de automóveis se tornaram mais vulgares e com piores consequências.

A vida insegura:

Portugal, anos 70.

Sem um seguro automóvel, era habitual conduzir-se com o receio de ter um acidente e "desgraçar a vida"; afinal estávamos a conduzir um carro que não estava pago e todo esse processo envolvia dívidas a familiares e letras que seriam reformadas. Um acidente de automóvel significava a perda irreversível de um transporte e um mergulho numa situação financeira muito desconfortável, tivesse o condutor culpa no acidente ou não.

Os primeiros seguros:

A meio dos anos 80 torna-se obrigatório o seguro automóvel.

Quem sofre um acidente sem o ter causado tem assim uma protecção legal que lhe garante que quem causou o acidente irá conseguir indemnizá-lo dos danos: vais a conduzir e levas com um tipo de frente perdido de bêbado e caso não morras o seguro dele paga o arranjo do teu carro.

Menos mal.

Entra o assassino:

Depois vieram os anos 90 e apareceu essa coisa mágica chamada "Seguro Contra Todos os Riscos" agarrado ao conceito de leasing / ALD / renting / empréstimo bancário e ao adquirir um carro a crédito torna-se obrigatório fazer um seguro que cubra a possibilidade de o próprio condutor espatifar a sua viatura. Acaba por fazer sentido: as companhias de crédito querem um mecanismo que proteja o capital que foi emprestado.

Parece tudo bem, parece uma boa ideia. Não é.

Nos 20 anos que se seguem, toda uma nova geração de condutores habitua-se ao conceito de que pode partir o carro todo contra um muro sem desgraçar a vida. O seguro "dá" um carro novo, sem consequências morais e económicas: "para o ano que vem o seguro fica mais caro" dizem e continuam a conduzir da mesma forma que fizeram até ao acidente. E até ao próximo acidente. Vítimas a lamentar? Isso não interessa nada, o seguro paga tudo.

Isto está errado a vários níveis: Existia algo de pedagógico por detrás das lágrimas de um condutor que acabou de ter um acidente. Havia uma memória que perdurava nos meses em que se pagava as prestações do arranjo do carro e isso estaria presente no próximo momento de acelerar para aquela curva que não se conhecia.

No entanto, esta geração foi habituada a que a consequência do acidente é uma Declaração Amigável de Acidente e nem isso sabe preencher.

Tenho para mim que 5-10% dos condutores conduzem bêbados e que 80% dos condutores não sente que um acidente seja algo verdadeiramente grave porque foram criados num ambiente onde sempre existiu o seguro contra todos os riscos.

Tenho para mim que o Seguro Contra Todos os Riscos mata mais nas estradas portuguesas que o álcool.

ADENDA: Não estou a falar do fenómeno de introduzir o ABS em que se reduz os acidentes nos primeiros 3 meses e depois volta tudo aos valores anteriores devido à sensação de segurança acrescida; O que estou a tentar sublinhar é a diferença de mentalidade dos meus pais como condutores para a minha geração como condutores:

Era MESMO muito mau ter um acidente nos anos 70. Era um evento que tinha um impacto brutal na economia familiar por muito pequeno que fosse o toque.

Essa consequência estava mais ou menos presente na cabeça de cada condutor. Os pais pensavam nisso antes de emprestar o carro aos filhos. Era a primeira coisa em que se pensava quando se saía do carro para ver o estrago: "Caramba, desgracei a minha vida."

... It's all about the money.

Sim, o artigo é sobre o factor que se usou para delegar/esquecer responsabilidades. O título é isco. Flame bait, probably... "Insurance doesn't kill people. People kill people."

Sunday, 9 June 2013

Android: a sua quota de mercado e as mentiras que se dizem.

Quem me conhece sabe que nao sou um fanboy da Apple. se falo mal do Android é porque tive um, usei vários e fartei-me de resolver problema de outros.
No marketing do Android OS apregoa-se aos quatro ventos que já conquistou 55% do mercado(!)
Reparem que quando se diz que o OS Android tem 55% de quota de mercado comparado com o iOS, estamos a considerar todos os telefones e similares que correm algo que nominalmente seria AndroidOS. Eis alguns exemplos:

O Nexus 4 (que é aceitável)

Os SonyEricsson que não prestam nem como dildo

Os meus Huawei X3 que se safam apenas por terem custado somente 49€,

O Samsung Galaxy S2 do meu cunhado que não sabia o que era DHCP(!)

Qualquer Optimus (com nome de cidade) com 16KB de memória RAM

O Samsung Galaxy Mini que só deixa instalar 4(!) aplicações

... E os "tablets" vendidos no Continente com ecrãs da Barbie, etc...

Se compararem o iOS com os 3 aparelhos que até funcionam bem porque correm uma versão do Android com menos de 1 ano, ficam com uma relação de 45% de mercado com iOS para apenas 5% de AndroidOS, nada a ver com os 55% apregoados.

E porque razão é que isso me incomoda?
... Porque depois vejo paletes de pessoas a comprar Sexus1, Plexus2 e Lixus3, telefones que não deveriam existir mas que se vendem à conta da campanha do Nexus4 ser bom.
</rant>

PS: E na realidade, não me aborrece que alguém compre um Android a achar que é um iPhone;
Fica com o Android para castigo :P

Wednesday, 3 April 2013

Dói-me a cabeça.


Dói-me a cabeça uma vez por outra.


Vou ao armário dos medicamentos, escolho um Aspegic e tomo-o com um copo de água.

A dor de cabeça passa. Alguns dias depois volta.


Vou ao armário dos medicamentos, escolho um Ben-u-ron e tomo-o com um copo de água.

A dor de cabeça passa. Alguns dias depois volta.


Vou ao armário dos medicamentos, escolho um genérico e tomo-o com um copo de água.

A dor de cabeça passa. Alguns dias depois voltará.


Quando voltar vou experimentar beber apenas o copo de água.

Pode ser que a dor de cabeça passe. Pode até acontecer que não volte.


... Tenho para mim que estar desidratado deve dar dor de cabeça.

Wednesday, 5 December 2012

Teclado USB no iPad

Tal como a maioria dos tablets, o iPad tem um teclado virtual em substituição do teclado físico. Aliás, para a grande maioria dos utilizadores a diferença entre um tablet e um pequeno portátil é exactamente a troca do teclado por um ecrã táctil que permite uma forma completamente diferente de mobilidade mas um teclado físico acaba por aumentar a produtividade em alguns casos.


A solução da Apple passa pela aquisição de um belo teclado bluetooth por pouco mais de 71€
Em alternativa (ou em complemento) existe outra solução que também dá bons resultados: a aquisição do Camera Connection Kit por 29€, composto de 2 úteis peças: um leitor de cartões SD e um adaptador USB para a ligação a uma máquina fotográfica. Mas...
Como bónus acresce que este segundo adaptador pode ser usado para ligar um qualquer teclado USB que esteja a sobrar por casa e utilizá-lo como teclado externo para o iPad.
Obviamente que alguns teclados podem não funcionar e no meu caso é a tecla de Delete que, conforme a aplicação usada, tanto apaga para a direita como apaga para a esquerda. Mas este pequeno adaptador tornou-se já um fiel companheiro de viagens: é mais prático do que transportar um teclado e suporta a utilização de acentos, teclas de cursor e controle de volume.

... E a mensagem a dizer "Este acessório USB não é suportado"?
Bem, eu leio-a sempre como "o seu teclado está ligado, pode começar a trabalhar :^)


Referências:

Camera Connection Kit
http://store.apple.com/pt/product/MC531ZM/A/kit-de-ligação-de-câmara-para-ipad-apple?fnode=3a

Teclado Bluetooth Apple
http://store.apple.com/pt/product/MC184PO/B/apple-teclado-sem-fios?fnode=3e

Sunday, 2 December 2012

"A sério, Varatojo?!"

O português não pode ser uma segunda língua nos tempos que correm. Por isso mesmo é que tem todo o sentido que se adaptem na totalidade as expressões estrangeiras que se infiltram no nosso dia a dia. Nesta primeira rodada, temos o prazer de converter a expressão:


"No shit, Sherlock?!"


Esta expressão, dita normalmente com o sobrolho levantado, pretende rematar uma conversa em que alguém refere um facto óbvio como "ah, está a nevar lá fora... deve estar frio" algo que só pode ser respondido com um sonoro "No shit, Sherlock?!" No entanto, estas verdades de La Palice devem ser sublinhadas por uma expressão portuguesa e não por uma importação anglo-saxónica, pelo que sugiro, aliás, declaro que o nosso Artur Varatojo, o jornalista-detective dos anos 80 está claramente ao nível do britânico Sherlock Holmes.

Artur Varatojo,  ABC do Crime (Video): https://www.youtube.com/watch?v=rBQqeUtLWJ0

Assim sendo quando alguém disser algo como "estar vivo é o contrário de estar morto" o correcto é responder com um patriótico "A sério, Varatojo?!"

Se todos nós fizermos a nossa parte, teremos um país mais culto :)



Leia aqui a entrada na Wikipédia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/A_sério,_Varatojo?

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jacques_de_la_Palice

http://www.urbandictionary.com/define.php?term=no%20shit%20sherlock

Exemplos de utilização no twitter: 

Wednesday, 10 October 2012

A long time ago...

No Condado Portucalense:


(Kronk a beber jeropiga)


Há muito, muito tempo atrás, um homem das cavernas acorda no meio de um vale que alguém viria a chamar Guimarães dali por 5 milhões de anos.


Este nosso homem das cavernas, chamemos-lhe Kronk, olha em redor, contempla uma floresta onde reinava a paz, e diz para consigo:

"Caramba, que belo pedaço de mundo este!"


Passeia por ali um pouco, caça, come e deita-se ao fim do dia a pensar numa morena jeitosa.



Entretanto, na Suécia:


(Sven a preparar uma roda para um Volvo)


Há muito, muito tempo atrás, um homem das cavernas acorda no meio de um vale que alguém dali por 5 milhões de anos e sem nexo aparente, viria a chamar Smårlsgenfich, talvez por ser o nome de uma simpática aldeia na Suécia.


Este nosso homem das cavernas, chamemos-lhe Sven, olha em redor, contempla uma floresta onde reinava a paz, que por estar coberta de neve tinha naquela altura um ar inacreditavelmente natalício e diz para consigo:

"Caramba, que belo pedaço de mundo este!  Agora deixa-me cá construir um abrigo senão amanhã acordo morto."


Sabem, eu tenho esta teoria: muito do que nós somos foi condicionado pelo clima da região onde passámos os últimos 5 milhões de anos. Não foi o período dos Descobrimentos que nos moldou nem tão pouco o nosso último ditador.


Foi o clima que não nos moldou.

Saturday, 28 April 2012

15 de Maio - Marcha dos Atropelados

Dia 15 de Maio 2012, terça-feira.

(era 8...)


Foi o dia que escolhi para organizar uma manifestação pela abertura de uma porta no muro com 1 quilómetro que separa a estação dos 11.000 habitantes que ela deveria servir.


Preciso que apareçam e digam que não estão satisfeitos com as condições actuais.

Venham protestar connosco:


Teremos ligaduras, sangue (falso) e t-shirts com marcas de pneus a atravessar o peito. Vamos perguntar à REFER se é mesmo preciso uma rua cheia de peões atropelados para finalmente fazerem algo simples:


ABRAM UMA PORTA!


... Porque já nem Berlim tem um muro com um quilómetro.






(Actualização: foto de uma centena de cidadãos a reclamar por melhores condições)

Tuesday, 19 April 2011

A definição de Geek no Wikipedia está errada.

Estive a reler os perfis do Codebits, o maior ajuntamento de geeks da história de Portugal.

 

Quem lê as biografias percebe que todos eles se preocupam com o sentido de humor dos textos que escrevem. Muitos deles nunca viram um jogo de tabuleiro pela frente. Alguns deles não percebem de electrónica.

Muitos não perderam horas a jogar. Alguns não sabem programar / não programam. Muitos são feios. Outros tantos são bonitos. Existem mulheres. Mais do que se pensa.

 

E todos estiveram lá porque queriam mesmo estar lá. Alguns deles assumem-se como geeks. Outros, apenas são eles próprios. Seja isso o que for.

 

O que define um Geek? Sei lá eu.

Mas não são portugueses normais. E por isso para mim têm um valor extra. Just because. And that's that.

Thursday, 13 January 2011

Movimento Entrada Norte



O acesso do lado norte à estação de comboios Lisboa – Santa Apolónia é inaceitável por obrigar 2000 utentes a percorrer todos os dias 150 metros em péssimas condições de segurança na Rua dos Caminhos de Ferro.


E assim nasceu o Movimento "Entrada Norte", um movimento de cidadãos para convencer a REFER a fazer o que está certo: melhorar a acessibilidade de uma estação de comboios que está voltada de costa para a população que a deveria servir.


Faz-me alguma confusão que no centro de Lisboa, 11.000 pessoas vivam com um muro de quase 1 km a cortar o acesso à estação e ninguém na REFER ache que algo está errado. Isto não foi sempre assim: Até Setembro de 2009 esteve aberto um acesso "Reservado a Funcionários" mas que a REFER fazia vista grossa e deixava o público passar. E era assim que se vivia e que se usufruia da estação: por especial favor os utentes podiam entrar pela porta dos fundos, como se visitas indesejadas se tratassem.


Para alertar para esta situação organizei este Movimento que conta com um site, uma página no Facebook e conta no Twitter. Apareçam por lá, existe até uma petição para ser assinada, porque das palavras aos actos vai um pulo, que não custa nada mas significa muito para nós.


Lembrem-se que os utentes são a razão de ser da estação.




SITE: http://st-apolonia.org/site/


FACEBOOK: http://pt-pt.facebook.com/entradanorte


PETIÇÃO: http://www.peticaopublica.com/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=P2010N3714

Sunday, 19 September 2010

Codebits 2010 - Eu vou.




O que é o Codebits? Imaginem 600 geeks (a maior parte ligados às artes da programação) num espaço confinado com um suprimento ilimitado de pizzas e bebidas açucaradas.

Na agenda: quizzes, programação durantes 24 horas, projectos, karaoke, workshops e Bhut Jolokia.

Durante 3 dias.
São 1001000 horas de pura loucura (em base 2).

Friday, 16 July 2010

Toda a verdade sobre "O Pátio das Cantigas"

Estreou em 1942 e tornou-se o principal clássico do cinema português, com expressões que perduram para sempre na nossa memória como "Ó Evaristo, tens cá disto?" e "Dona Rosa, chegou a sua filha!"


Onde fica o Pátio das Cantigas?




Não é de espantar que vários cantos e freguesias de Lisboa sejam apontados como o verdadeiro local das filmagens do Pátio das Cantigas: Os mais óbvio são em Alfama, mas outros juram que foi num recanto da Estrela, em Campo de Ourique, no Campo Santana (talvez por causa do Vasco Santana) ou no Bairro Alto. O pátio que no filme chamava-se "Pátio do Evaristo" poderia bem ser no Príncipe Real, depois do Arco do Evaristo que existe mesmo e começa na Rua D. Pedro V. Pessoalmente apadrinho a escolha de uma "Villa" operária na Graça com as suas casas viradas para um pátio central. Das sete vilas operárias lá existentes gosto bastante de duas ou três.

... Mas não foi em nenhum desses locais :(


A planta do pátio com o local de cada residente


Depois de estudado o caso, apresento aqui a derradeira verdade sobre "O Pátio da Cantigas":

O filme foi integralmente rodado num cenário construído nos estúdios da TOBIS, no Lumiar.

Assim o diz o Instituto Camões, a Wikipedia, a TOBIS e as provas fotográficas:

"Várias zonas da capital reivindicaram o lendário Pátio; ora, não passava dum cenário de Roberto Araújo - síntese arquitectónica de Lisboa, e espaço funcional construído nos terrenos da TOBIS, a partir do qual se desmultiplica a acção, paralela ou envolvente." (http://cvc.instituto-camoes.pt)

Roberto Araújo é creditado como o criador dos cenários no final d' "O Pátio das Cantigas" (Wikipedia / Roberto Araújo Pereira).


O cenário em construção (origem: TOBIS Portuguesa)

Ah... e se ligarem para a TOBIS Portuguesa eles confirmam isso ;)

Além disso existe um ou outro ângulo que só poderia ser filmado removendo as escadas que estão de frente para o arco, algo habitual nos cenários mas impraticável num pátio verdadeiro:


As escadas junto à fonte.
A filmagem do arco, com a fonte do lado direito.
Para filmar isto é necessário retirar as escadas para colocar as câmaras de filmar.


É claro que o meu lado romântico prefere acreditar que toda a acção foi filmada num local mágico em Lisboa que conseguirei encontrar um dia. Estou errado, mas prefiro assim.

Se vieram até aqui, pelo menos aproveitem e façam um passeio virtual pelo "Pátio das Cantigas"




ATUALIZAÇÃO - Em 2015 foi lançada uma nova versão deste filme com o César Mourão, Sara Matos, Rui Unas e Miguel Guilherme como protagonistas desta história reescrita de acordo com a realidade do Séc. XXI. Podem saber mais informações clicando aqui (IMDB - Pátio das Cantigas 2015)

Wednesday, 14 July 2010

Remote Wipe e Profiles WiFi no iPhone (e APN, VPN, CalDAV e etc...)

Quem sempre sonhou com uma ferramenta centralizada de gestão remota do iPhone, anime-se: já existe. Aliás sempre existiu, desde o lançamento do iPhone original. 


Chama-se iPhone Configuration Utility e permite criar uma panóplia de configurações para depois serem distribuídas por e-mail ou por acesso web aos iPhones clientes onde serão instaladas com a opção de protecção por palavra-passe. E assim é possível personalizar um parque de iPhones com os parâmetros pretendidos no que diz respeito às redes WiFi que podem aceder, às aplicações que podem instalar/desinstalar, qual o serviço de directório (LDAP) a utilizar e configurar APNs (para a velha guerra internet.vodafone.pt / net2.vodafone.pt).


Aqueles de nós que têm um Exchange Server conseguem alguns benefícios extra como o "Remote Wipe" que permite apagar os dados num iPhone roubado.


Um exemplo: Criamos um pacote com as informações pretendidas, 


... depois gravamos um ficheiro "mobileconfig" e enviamos por e-mail...




... instalamos no iPhone...


... et voilá!





Aplicação Windows em http://support.apple.com/kb/DL926
... e é claro que existe uma versão para Mac OS em http://support.apple.com/kb/DL851
Manual disponível aqui: Enterprise Deployment Guide (PDF)




Field Test Mode iPhone

Mais uma grande "conquista" do iOS4:
Marcando *3001#12345#* no iPhone acedíamos ao field test mode, que permitia obter algumas informações (de utilidade duvidosa) sobre a rede celular: o ID da célula actual, a potência de sinal na recepção e emissão, a distância às outras torres, etc... mas só para quem não fizer o upgrade para o iOS4.

A Apple achou que seria necessário proteger os utilizadores dos efeitos negativos de tais informações e por isso vedou o acesso a esse serviço. O que é pena pois viria lançar alguma luz sobre a questão da recepção no iPhone 4 com e sem dedos nas antenas e sobre os algoritmos para calcular o numero de barras a apresentar.

Friday, 2 April 2010

Webcam a 7777 metros (... quase 8 kms.)

Depois de alguns ajustes, consegui colocar a webcam no telescópio.
Está apontada ao Barreiro e consegue "ver" o edifício mais alto da Rua Professor João Prates.
(Na animação percebe-se melhor a distância envolvida.)



o gato a admirar o resultado final



imagem no telescópio



imagem no Google streetview



a "montagem"



paisagem visível à vista desarmada

Monday, 30 November 2009

T-Shirt Fidel Castro by Basílio Vieira



(Copyright Basilio Vieira / Fidel Castro, Novembro 2009)
Sim, é mesmo uma t-shirt com a assinatura de
Fidel Castro, "el gran comandante"!

Por acaso, gostava de saber durante quanto tempo conseguiria usar esta t-shirt em Havana antes de ser interpelado por um "funcionário de segurança"...


Tuesday, 24 November 2009

Internet a Preto e Branco




Eu sou tão antigo na Informática que ainda me lembro de quando a Internet era a Preto e Branco.



Tuesday, 13 October 2009

Atirei o pau em Grândola



Eis o que acontece se cruzarmos a música infantil "Atirei o Pau ao Gato" com a melodia de "Grândola Vila Morena" de Zeca Afonso, em versão coro alentejano.
Brevemente numa discoteca perto de si.











Atirei o Pau ao Gato by Basílio Vieira.mp3

Sunday, 4 October 2009

2004 - Giant Lollipop

Como fazer um chupa-chupa gigante
(em 3 simples passos)





Passo 1:

Procurar um sinal de trânsito que esteja distraído.
Levar um banco de cozinha, celofane e uma fita verde.


Passo 2:

Decorar com celofane.
É muito mais fácil se não for um dia de muito vento.


Passo 3:

Os remates ficam do lado de trás do sinal.
Enrole a parte de baixo do celofane à volta do sinal e prenda com o laço verde.
Se não tiver 2,50 metros de altura, utilize um banco de cozinha.
Agora é só encontrar o melhor ângulo para fotografar...


Executado em Janeiro de 2004, para o "Digital Photo Challenge".
A inspiração veio da BD do Gaston Lagaffe e a sua luta interminável com o polícia que insistia em apontar para os sinais de trânsito e perguntar "... e isto é o quê?!?! Um chupa-chupa gigante!?!?!"

A votação completa e os comentários dos colegas:
http://www.dpchallenge.com/image.php?IMAGE_ID=55981

Friday, 10 July 2009

Dicionário -> "diagnóstico"

Diagnóstico
(substantivo masculino)

1. Um esquizofrénico que acredita que a questão da existência ou não de um poder superior (Deus) não foi nem nunca será resolvida.

As cobras não fazem o pino.

(inserir aqui uma ilustração deste fenómeno...)

Tuesday, 30 June 2009

Pictograma - Programador

Pictograma criado por mim em 2002 para representar o Departamento de Informática da empresa.

Uma singela homenagem aos pictogramas dos Jogos Olimpicos de 1972, 30 anos depois e no mês em que o designer Otl Aicher completaria 80 anos.

http://en.wikipedia.org/wiki/Otl_Aicher 


Thursday, 4 June 2009