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Friday, 1 January 2016

Era 2015, passa a 2016.

Feliz 2016

"Era 2015, passa a 2016" ou a história por detrás da capa deste post, feita por mim e pelo Francisco Pinheiro.

Fechei 2015 com uma simpática lista de projetos executados. E porque as concretizações de cada ano são sempre fruto de esforço de várias talentos que compõem as equipas, aproveito para deixar aqui o meu abraço de agradecimento.


SBROING - Podcasts e Audiolivros

Talvez o mais inesperado dos projectos, o ano de 2015 viu nascer SBROING, um side project que se tornou uma fonte de alegrias. Destaque para a obra d' O Principezinho no ano em que saiu o filme. Falta ainda a apresentação do Projeto Rosinha, algo que deve ocorrer nos próximos dias.


Entrevista para Cidadania20

Ainda em jeito de Manual de Movimentos Cívicos, destaque para a entrevista com a Daniela Azevedo à plataforma Cidadania 2.0: a utilização das ferramentas Web centrada em Santa Apolónia e uma rua sem condições mínimas de circulação de peões.


Entrevista Público

Santa Apolónia - Fora das Linhas: Um trabalho a não perder feito pela Vera Moutinho para o Jornal Público, entrevistas em 14 paragens em torno da Estação de Santa Apolónia que comemorou 150 anos em 2015. Uma forma de dar a conhecer histórias que vivem na vizinhança de uma grande infraestrutura de transporte.



ICT2015 e SBROING

ICT2015, o maior evento de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) da Europa realizou-se em Lisboa no mês de outubro, uma iniciativa da Comissão Europeia este ano promovida em conjunto com a Fundação para Ciência e Tecnologia (FCT). Estive presente no stand da APDSI, Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, um fórum de debate sobre a Sociedade da Informação.


Entrevista SIC Mulher

A MakerFaire de 2015, a segunda edição deste festival de "mostra e conta" foi um sucesso e ultrapassou todos os valores do ano anterior. Portugal, de forma inesperada consegue surpreender pela comunidade de makers, os novos artesãos que gostam de criar coisas diferentes. Estive presente a convite do OOZ Labs, fomos entrevistados pelo programa Faz Sentido da SIC Mulher e diverti-me imenso a explicar aos visitantes as dificuldades de pilotar um rover em Marte. A crónica da Sabrina Merlo, a representante da Makermedia, explica bem o que foram aqueles 3 dias.


Entrevista LeCool Lisboa

O que nos leva à imagem no cimo da página: para fechar o ano de 2015 o Francisco Pinheiro criou uma capa para a LeCool Lisboa com base nas capas de todas as semanas anteriores e convidou-me para a tarefa de animar o resultado final. Deixo aqui a narrativa do processo em forma de entrevista.

Monday, 14 September 2015

Lisbon MakerFaire 2015 - Projecto OOZ 2 Mars

Mais um ano e mais uma MakerFaire e este ano estarei a acompanhar o Luis e o Nuno do OOZ Labs com um pequeno Rover semelhante aos que foram construídos pela NASA para explorar Marte, o nosso planeta vizinho.






Explica lá o que fizeste desta vez?
Estamos a construir um sistema completo para proporcionar a experiência de comandar um veículo semi autónomo (um pequeno rover) num planeta a que chega a estar a 400 milhões de quilómetros de distância da terra.

Mas qual é a dificuldade? Não é um carro radio comandado?
Devido à distância que separa os dois planetas, mesmo à velocidade da luz, um sinal rádio demora entre 4 a 20 minutos a chegar a Marte. E por isso não é possível controlar diretamente o veículo: depois de dar a ordem de avançar, teriam de esperar 20 minutos para o rover avançar e apenas 40 minutos depois iriam receber a imagem do local onde o rover estaria. Não é prático.

Então é um robot autónomo?
Quase. O rover está dotado de sistemas que lhe permitem evitar obstáculos mas recebe sequências de comandos para se deslocar e proceder a experiências científicas. Além disso fizemos também um Posto de Comando que recolhe as instruções a executar e um sistema de comunicações para enviar os pedidos para o rover e receber as imagens de marte.

E está mesmo em Marte?
Bem, os veículos construídos pela NASA, sim. O nosso está logo ali ao lado, num espaço de 8m2 que simula o terreno marciano :)

Onde posso ver isso a funcionar?
Aparece na LISBON MAKER FAIRE no Pavilhão do Conhecimento, dias 18, 19 e 20 de setembro, um festival de criadores de coisas (engenhocas e similares). Além de poderes comandar o nosso rover, terás várias engenhocas semelhantes para testar, palestras para assistir, drones a voar e um mundo de coisas giras para fazer, aprender e experimentar.

É preciso pagar para entrar Lisbon Maker Faire?
Não. Graças ao esforços dos patrocinadores e de muitos voluntários, a LISBON MAKER FAIRE é completamente grátis. Não se paga nada. Nicles :) Mas é preciso adquirir os bilhetes no site.

Mas não é grátis? Bilhetes para quê então?!
Calma, é mesmo, mesmo, mesmo grátis. Mas é preciso bilhete para obter estatísticas de afluência de publico. O registo é feito aqui, pela Eventbrite (site da LISBON MAKER FAIRE).

Thursday, 30 April 2015

Ainda a propósito do 25 de Abril: Um e-mural

Quem me conhece sabe a minha opinião sobre graffitis e tags. Mas à margem disso, não posso deixar de escrever algumas linhas sobre esta intervenção que apareceu no muro da estação de Santa Apolónia:





Alguém achou por bem escrever quatro linhas, num total de 142(!) caracteres, representando um link, um endereço de internet que aponta para algo alojado num servidor.
Posso apenas presumir que o autor pretendia chamar a atenção para algo de uma forma invulgar, convidando o transeunte a escrever o endereço num browser. Teríamos assim um mural que se revelaria através da internet:



Um e-mural, por assim dizer.


No entanto, duas coisas correram mal:

Falha 1 - O endereço é MESMO muito longo; 142 caracteres é algo impensável para alguém normal tentar escrever apenas com o intuito de ver o que aparece. Por comparação, o endereço desta página que está a ler é http://www.basilio.eu/2015/04/mural25a.html e tem 43 caracteres, menos de um terço do texto que o autor teve o trabalho de escrever num processo que imagino que terá sido longo e penoso.

Falha 2 - Existem pelo menos 5 erros no endereço escrito na parede o que fere de morte qualquer tentativa leviana de consultar o significado do mural.



O que está escrito na parede é:

http://im90.rtp.pt/icm/thumb/phpthumb.php?src=
/noticias/images/5c194081c7c874a634
dc895f7e3f5f57&w=620&sxf0&sy=
90&sw=1007&sh=552&q=75&w=620

mas o endereço correcto seria:

http://img0.rtp.pt/icm/thumb/phpThumb.php?src=
/noticias/images/5c/5c194081c7c874a634
dc895f7e3f5f57&w=620&sx=0&sy=
90&sw=1007&sh=552&q=75&w=620

(conseguem encontrar as diferenças?...)


Desconheço o autor, desconheço o que o levou a escolher este método e desconheço até se ele saberia usar a alternativa de encurtar um endereço e substituir toda aquela algarviada por apenas 20 caracteres:

a versão curta do mesmo endereço


Fica assim desvendado o mistério daquelas linhas e até pode ser que o graffiti um dia venha a ser alterado por um outro artista anónimo.


Porque pintar isto... 

... seria o mesmo que pintar isto ;^)

Links para referência

Notícia da RTP onde está inserida a fotografia: Heróis anónimos da Revolução dos Cravos